Como age no organismo?

“A Ibogaína gera dependência?”
A ibogaína apesar de considerada alucinógena, por alguns estudiosos, e considerada por outros de enteogênea, não causa dependência, principalmente devido a seus efeitos adversos mais comuns que geram desconforto ao usuário. Mas também

Em doses mais baixas, a ibogaína atua como estimulante, aumentando a energia e diminuindo a fadiga de maneira distinta de outros estimulantes do sistema nervoso central.
Em doses administradas por profissionais na área de Ibogaterapia, pode-se tratar a dependência química, depressão e outros.
Alguns especialistas afirmam que a ibogaína age sobre áreas do cérebro que regem a sensação do corpo físico.

Após a aplicação:

O medicamento é capaz de restaurar o funcionamento normal dos neurotransmissores responsáveis pela produção de dopamina em questão de dois ou três dias após a administração de uma única dose. O tratamento com Ibogaína para dependentes de substâncias químicas é a maneira mais rápida e eficaz para as pessoas que estão lutando contra o vício.
O objetivo da desintoxicação é ter sucesso em superar o vício de forma permanente. Após a terapia com a ibogaína o paciente não sente mais necessidade do uso, pois o cérebro não sente falta da droga/química, portanto não cai mais em abstinência.
Uma única administração de ibogaína tem três efeitos úteis ao tratamento da dependência: primeiro, causa uma enorme redução dos sintomas da síndrome de abstinência, permitindo uma desintoxicação relativamente indolor; segundo, o desejo de usar a droga decresce notavelmente durante algum tempo após o consumo da ibogaína, geralmente em apenas alguns dias. Tal dado fora confirmado por vários estudos científicos. Finalmente, a natureza psicoativa da ibogaína parece ajudar muitos pacientes a compreenderem e reverterem os problemas por trás da dependência. Também realiza a total reparação dos caminhos cerebrais danificados, promovendo ao paciente a ampla oportunidade de desfrutar de uma vida plena e satisfatória sem a necessidade de fazer o uso de qualquer substância psicoativa.

Porcentagem de sucesso no tratamento de Ibogaína com dependência química:

Após diversos testes e estudos, o tratamento tem se tornado eficaz, com aproximadamente 72% de sucesso, comparado aos 5% (no máximo 10%) de outros tratamentos.

Indicação para:

Dependência química: álcool, cocaína, maconha, base-livre de cocaína (crack), metadona, benzodiazepínicos, heroína (e demais derivados do ópio), nicotina (cigarros), dentre outros.
Depressão, ansiedade, estresse, esgotamento físico, emocional e espiritual.

Além de atuar na recuperação da dependência química, ela também pode ser usada como forma de redução de danos, como fazem algumas pessoas, nenhuma outra forma de tratamento medicamentoso tem alcançado tamanha amplitude visto que a ibogaina não só atua nos níveis químicos, mais também atuam em níveis neurológicos, fisiológicos, psicológicos, comportamental e espiritual.

Não bastassem seus efeitos avassaladores sobre a consciência, no qual o paciente vivenciará um momento único e incomparável tendo uma introspecção e análise de si mesmo de maneira orientada e consciente. Esta vivencia é saudável, revigora, desenvolve maior clareza mental, equilíbrio emocional e desenvolvimento pessoal.

Tonye Mahop, pesquisador do Jardim Botânico de Limbe, conta que existem vários registros de cura da dependência de cigarro, maconha e álcool com a iboga.
A iboga é utilizada na África Central no tratamento de depressão, picada de cobra, impotência masculina, esterilidade feminina, Aids e também como estimulante e afrodisíaco.

Além do tratamento por ibogaina para drogas e álcool já existem estudos que comprovam sua ação no tratamento no mal de Alzheimer, Parkinson, Hepatite C e HIV.

OBS: Alguns dizem que portadores de Hepatite C ou HIV não podem fazer o tratamento por ibogaina, mais na verdade o que não se pode fazer é em alguém que esteja utilizando de coquetéis, porém se o paciente não estiver fazendo uso de coquetel, é possível tratar de sua dependência química ou qualquer outra recomendação médica por ibogaina.

Contraindicação:

O tratamento de Ibogaína tem uma taxa maior de sucesso quando o paciente decide de forma voluntária, isto é, tem que haver o real desejo de parar de usar drogas.

É contraindicado para:

Pessoas com esquizofrenia, cardiopatia (a ibogaína potencialize o QT pré-existente o que pode levar a traumas ventriculares) e problemas hepáticos graves. Por isso, são solicitados exames de sangue (TGO, TGP), eletrocardiograma (ECG) e laudo psiquiátrico para confirmar se o paciente está apto para receber o tratamento.

Tratamento com Ibogaína